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19 setembro 2013

Questões de prova sobre o filme: A cor do Paraíso


O filme possibilita trabalhar muitas questões de valores e pode ser utilizado também para ajudar os alunos a construir uma boa interpretação de texto. abaixo produzi algumas atividades que podem ser utilizadas e adaptadas para este filme. Para respondê-las poderá ler a resenha que está disponível no marcador resenhas, ou clique aqui!


01) Marque a alternativa que apresenta o nome verdadeirodo protagonista do Filme: A cor do Paraíso.

a) Elham Sharifi
b) Farahnaz Safari
c) Mohsen Ramezani
d) Hossein Mahjub
e) Nenhuma das respostas acima

02) Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira. 

(a) Hossein Mahjub
(b) Salime Feizi
(c) Mohsen Ramezani

(___) Vivia com tranquilidade buscando uma interação com a natureza e a fé apesar de sofrer muito com os preconceitos.
(___) Trabalhadora. Essa pessoa não tinha medo de trabalhar e buscava amar e valorizar o dom que Mohammad tinha.
(___) Enfrentou algumas dificuldades com o filho, mas teve oportunidades de ligar novamente esse amor quando o viu sem vidas em seus braços.

03) O jovem Mohammad queria poder desabafar sua tristeza com Alá. Ele imaginava esse encontro todos os dias. Disse isso quando chorava ao contar sua história para o marceneiro. E nesse momento ele se lembrou de uma frase que seu professor tinha dito. Aponte a alternativa que apresenta a frase que Mohammad aprendeu com seu professor. 

a) Que Alá não gosta de cegos, pois a comunidade islâmica tem preconceitos.
b) Que o cego deve aprender a viver sozinho para não incomodar ninguém.
c) Que as escolas para cegos são mais importantes que as escolas tradicionais.
d) Que Alá ama mais os cegos porque não podem vê-lo.
e) Alá é visível e todas as pessoas podem vê-lo, menos os cegos.

04) De acordo com o segundo parágrafo do texto (a resenha) a linha condutora da história é: 

a) Sobre a morte da mãe de Mohammad que não teve tempo para se despedir do filho.
b) Todo pai aceita seu filho como ele é e Mohammad é uma exceção.
c) Que todo segundo casamento é bem-vindo mesmo com crianças deficientes no lar.
d) Sobre a relação entre pai e filho, as alegrias e dificuldades de uma relação baseada no preconceito.
e) Nenhuma das respostas acima.


05) Vamos lembrar do que aprendemos no filme sobre as alegrias e sofrimentos. Que todo sofrimento que temos em nossa vida pode nos ensinar alguma coisa boa. Coloque no quadro abaixo cinco sofrimentos e ao lado as alegrias (ou aprendizagens) que podemos ter com cada um deles.


SOFRIMENTOS
ALEGRIA/APRENDIZAGEM




















Resenha do Filme: A cor do Paraíso



Resenha de Tiago Lacerda

O filme conta a história de um garoto chamado Mohammad (Mohsen Ramezani), que vivia num colégio interno para cegos em Teerã, cidade distante do vilarejo onde vivia sua família: o pai (Hossein Mahjub), a avó (Salime Feizi), sua irmã maior (Farahnaz Safari) e sua irmã menor (Elham Sharifi). O filme foi produzido no Irã, em 1999, com roteiro e direção de Majid Majidi, que se tornou famoso depois da indicação de seu filme Filhos do Paraíso (1997) ao Oscar de filme estrangeiro.

A linha condutora da história perpassa pela relação entre pai e filho. Seu pai (Hossein Mahjub) é viúvo e reluta imensamente em aceitar o filho. Sua rejeição ao menino piora ainda mais depois da sua busca em contrair um novo casamento. A rejeição é devido o garoto de apenas 8 anos ser cego de nascença, o que envergonha o pai. Nas férias do colégio todas as crianças vão para casa para passar um tempo com a família, são três meses de descanso que se tornaram um grande pesadelo para Mohammad. Seu pai foi o último a buscá-lo no colégio, deixando que a angústia e o medo de não ser lembrado tomasse conta do garoto. Ao chegar lá o pai disse que não teria condições de levá-lo para casa. Pois já pensava na possibilidade do garoto atrapalhar os novos planos de casamento do pai. Outro empecilho era o preconceito da própria comunidade, pois as crianças que nascem com alguma deficiência são vistas como sinal de maldição na família a partir da cultura islâmica.

Em contrapartida o garoto é muito amado e querido pela avó e as irmãs. Mesmo assim seu pai o proibia fazer qualquer coisa que o colocasse em exposição, como ir ao colégio das irmãs. De tanto insistir, um dia a avó deixou que ele as acompanhasse e ele se saiu melhor na leitura que os colegas dessa classe. Mas ao sair da escola, seu pai que passava por perto o viu e ficou tão nervoso que resolveu colocar um ponto final nessa história antes que a notícia de um filho cego se espalhasse por todo o vilarejo. O pai resolve enviá-lo a um carpinteiro que também era cego para ajudar a Mohammad a aprender uma profissão e se virar sozinho. Na verdade estava querendo mesmo era se livrar da criança, o que causou grande tristeza na avó que adoeceu e logo veio a falecer. No mesmo tempo a família da noiva disse que a morte é um mau agouro e rompe o noivado deixando o pai de Mohammad desolado em sem esperanças. Nesse impasse ele vai ao encontro do filho, foi buscá-lo, mas na volta o garoto de desequilibra sobre o cavalo e cai numa correnteza forte que o leva rio abaixo.

O pai assistiu a cena pensativo, queria pensar melhor sobre o acontecimento, era uma oportunidade de se livrar do filho, mas resolve ir atrás do garoto e salvá-lo. Várias tentativas foram em vão dentro da correnteza até que em certo momento ele acordou do desmaio na beira da praia, onde avistou ao longe seu filho. Correu ao seu encontro e o abraçou, mas infelizmente nesse instante Mohammad já não tinha mais vida. Algo impressionante aconteceu. Uma luz pairou sobre a mão do garoto e ele começou a mexer com os dedos ao passo que termina o filme deixando várias possibilidades de interpretações.

(Resenha publicada no TG-DOXA no dia 10 de junho de 2013)

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