Pesquisar neste blog

14 setembro 2015

Questões sobre Filosofia Política com Gabarito



01) (UEL) “Toda cidade [polis], portanto, existe naturalmente, da mesma forma que as primeiras comunidades; aquela é o estágio final destas, pois a natureza de uma coisa é seu estágio final. (...) Estas considerações deixam claro que a cidade é uma criação natural, e que o homem é por natureza um animal social, e um homem que por natureza, e não por mero acidente, não fizesse parte de cidade alguma, seria desprezível ou estaria acima da humanidade”. ARISTÓTELES. Política. 3. ed. Trad. De Mário da Gama Kuri. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1997. p. 15.)

De acordo com o texto de Aristóteles, é correto afirmar que a polis:

a) É instituída por uma convenção entre os homens.
b) Existe por natureza e é da natureza humana buscar a vida em sociedade.
c) Passa a existir por um ato de vontade dos deuses, alheia à vontade humana.
d) É estabelecida pela vontade arbitrária de um déspota.
e) É fundada na razão, que estabelece as leis que a ordenam.

02) (UEL) “O direito de natureza, a que os autores geralmente chamam de jus naturale, é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e conseqüentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim.” (HOBBES, Thomas. Leviatã. Trad. João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1974). Com base no texto e nos conhecimentos sobre o Estado de natureza em Hobbes, considere as afirmativas a seguir.

I. Todos os homens são igualmente vulneráveis à violência diante da ausência de uma autoridade soberana que detenha o uso da força.
II. Em cada ser humano há um egoísmo na busca de seus interesses pessoais a fim de manter a própria sobrevivência.
III. A competição e o desejo de fama passam a existir nos homens quando abandonam o Estado de natureza e ingressam no Estado social.
IV. O homem é naturalmente um ser social, o que lhe garante uma vida harmônica entre seus pares.

Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.     
b) I e IV.     
c) III e IV.     
d) I, II e III.     
e) II, III e IV.

03) (UFSM) “A história oficial nos faz acreditar que os portugueses, ao desembarcarem no Brasil, encontraram um Éden terrestre, pleno de florestas intocadas, fauna abundante, praias paradisíacas. Um lugar onde os bons selvagens reinariam em plena sintonia com a natureza”. (National Geographic, maio 2007. p. 60). A ideia de “bons selvagens” contraria a tese de que:

I. O homem é bom por natureza, à sociedade o corrompe.
II.  O homem é mau por natureza, vivendo em permanente guerra de todos contra todos.
III.  todos por natureza, são livres e iguais.
Está(ão) correta(s):

a) I apenas.    
b) II apenas.    
c) III apenas.    
d) I e II apenas.    
e) I, II e III.

04) (UFU) De acordo com Rousseau, “A passagem do estado de natureza para o estado civil determina no homem uma mudança muito notável, substituindo na sua conduta o instinto pela justiça e dando às suas ações a moralidade que antes lhes faltava.” (ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Coleção Os Pensadores. p.36.) Sobre a passagem do estado de natureza para o estado civil, é correto afirmar que:

a) O homem mantém a liberdade natural e o direito irrestrito, e ainda ganha uma moralidade muito particular guiada pelo seu puro apetite.
b) O homem perde a liberdade natural e o direito à propriedade, mas adquire a obrigação de seguir sua própria vontade.
c) O homem perde a liberdade natural e o direito ilimitado, mas ganha a liberdade civil e a propriedade de tudo o que possui.
d) O homem mantém a liberdade natural e o direito ilimitado, mas abdica da liberdade civil em favor da liberdade moral.

05) (UFF 2010) De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), em seu estado natural, os seres humanos são livres, competem e lutam entre si. Mas como têm em geral a mesma força, o conflito se perpetua através das gerações, criando um ambiente de tensão e medo permanentes. Para Hobbes, criar uma sociedade submetida à lei e na qual os seres humanos vivam em paz e deixem de guerrear entre si, pressupõe que todos os homens renunciem a sua liberdade original e deleguem a um só deles (o soberano) o poder completo e inquestionável. Assinale a modalidade de governo que desempenhou importante papel na Filosofia Política Moderna e que é associada à teoria política de Hobbes.

a) Monarquia Censitária
b) Monarquia Absoluta
c) Sistema Parlamentar
d) Despotismo Esclarecido
e) Sistema Republicano

06) Representava o pensamento das camadas populares, ao afirmar que a fonte do poder era o próprio povo. Em seu livro Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, afirma que "o primeiro que concebeu a ideia de cercar uma parcela de terra e dizer 'isto é meu', e que encontrou gente suficientemente ingênua que lhe desse crédito, esse foi o autêntico fundador da sociedade civil. De quantos delitos, guerras, assassínios, desgraças e horrores teria livrado o gênero humano aquele que, arrancando as estacas e enchendo os sulcos divisórios, gritasse: 'cuidado, não deis crédito a esse trapaceiro, perecereis se esquecerdes que a terra pertence a todos'."

A que filósofo iluminista refere-se o texto?

a) Voltaire. 
b) Montesquieu. 
c) Rousseau. 
d) Denis Diderot.  
e) Jean d'Alembert

07) (UFPR 2010) A respeito do iluminismo, movimento filosófico que se difundiu pela Europa ao longo do século XVIII, considere as seguintes afirmativas:

I - Muitos filósofos franceses, entre eles Montesquieu, Voltaire e Diderot, foram leitores, admiradores e divulgadores da filosofia política produzida pelos ingleses, como John Locke com sua crítica ao absolutismo.
II - Quanto à organização do Estado, os filósofos iluministas não eram contra a monarquia, mas contra as ideias de que o poder monárquico fora constituído pelo direito divino e de que ele não poderia ser submetido a nenhum freio.
III - A descoberta da perspectiva e a valorização de temas religiosos marcaram as expressões artísticas durante o iluminismo.
IV - Em Portugal, o pensamento iluminista recebeu grande impulso das descobertas marítimas.
Assinale a alternativa correta.

a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

08) (UEL 2008)  Para Locke, o estado de natureza é um estado de liberdade e de igualdade. (LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. Tradução de Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 83).

Com base nos conhecimentos sobre a filosofia política de Locke, assinale a alternativa correta.

a) No estado de natureza, a liberdade dos homens consiste num poder de tudo dispor a partir da força e da argúcia.  
b) Os homens são iguais, pois todos têm o mesmo medo de morte violenta em mãos alheias.  
c) A liberdade dos homens determina que o estado de natureza é um estado de guerra de todos contra todos.  
d) A liberdade no estado de natureza não consiste em permissividade, pois ela é limitada pelo direito natural.  
e) Nunca houve na história um estado de natureza, sendo este apenas uma hipótese lógica.  

09) (UFPB 2009) (Adaptado) Leia o texto abaixo:

“[...] o primeiro pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a História, é que os homens devem estar em condições de viver para poder ‘fazer história’. Mas, para viver, é preciso antes de tudo comer, beber, ter habitação, vestir-se e algumas coisas mais. O primeiro ato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitam a satisfação destas necessidades, a produção da própria vida material, e de fato este é um ato histórico, uma condição fundamental de toda história, que ainda hoje, como há milhares de anos, deve ser cumprido todos os dias e todas as horas, simplesmente para manter os homens vivos.” MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 39.
As análises históricas de Marx (1818-1883), pensador alemão, exerceram e ainda exercem grande influência nas ciências humanas e sociais, entre elas, a História. Sobre a concepção marxista de História, assinale as alternativas verdadeiras.

1) A concepção da luta de classes como motor da História foi atribuída indevidamente ao marxismo, para o qual as transformações históricas decorrem apenas das ações dos indivíduos.
2) O marxismo defende, teoricamente, uma postura neutra do historiador diante da sociedade e do conhecimento produzido sobre a mesma e, assim, nega validade prática a sua própria concepção.
4) As sociedades, para Marx, não podem ser compreendidas sem um estudo pormenorizado de sua base econômica, e esse entendimento significa a análise da sua organização material para a produção da sobrevivência humana.
8) Os marxistas são ardorosos defensores do fim da história, pois essa tese representa a culminância do desenvolvimento humano, com a glorificação da sociedade de mercado e da democracia liberal.
16) A História, para Marx, é feita por todos, principalmente os trabalhadores, e essa concepção  rompia com a ideia, bastante comum no século XIX, de uma História feita apenas pelos “grandes homens”.

A soma das respostas corretas é:

a) 03.   
b) 07.    
c) 20.    
d) 24.    
e) 31. 

10) Tendo em vista as correlações entre ética e política, julgue os itens seguintes.

a) Platão relata, no mito da caverna como alegoria da realidade, que alguém tem a missão de resgatar os seus irmãos. Essa pessoa é o político.
b) Segundo Maquiavel, no seu livro O Príncipe, o governante tem que assegurar e manter o poder político. Desenvolve, então, uma teoria em que os meios justificam os fins, afirmando que a principal qualidade do príncipe é a virtude.
c) Para Aristóteles, o correto agir principia na esfera individual, com a "ética"; passa para a família, com a "economia"; e culmina na sociedade, com a "política".
d) A ética e a política são duas ciências independentes; a ética trata dos costumes e a política dos hábitos.

11) (Upe 2010) As ideias liberais refizeram reflexões e anunciaram novas perspectivas sociais. Um dos seus pensadores mais famosos, Locke, defendia o(a)

a) Fim da propriedade privada e da escravidão, com a queda da sociedade colonial e o fim do mercantilismo.
b) Consolidação da monarquia constitucional, destacando a universalidade do conhecimento e as possibilidades de massificação da cultura.
c) Pensamento de Descartes e o fim do idealismo, ressaltando o valor de democracia e da igualdade social na Europa do século XVII.
d) Liberdade natural dos humanos, afirmando a necessidade da propriedade privada e combatendo o absolutismo.

e) Crescimento do capitalismo, sem afetar a força política da nobreza e dos poderes dos monarcas absolutistas da época.

Questões sobre René Descartes com Gabarito


01) O ato de duvidar de tudo aquilo que não se pode ter certeza absoluta é muito frequente na filosofia e é conhecido como ceticismo. Uma pessoa cética é, portanto, uma pessoa que duvida de tudo aquilo que não se pode ter certeza. O ceticismo absoluto é uma corrente filosófica radical em relação ao conhecimento. Qual é a posição dessa corrente?

a) O ceticismo absoluto defende que a verdade é sempre possível de se alcançar.
b) A corrente filosófica do ceticismo absoluto defende a existência de várias verdades.
c) O ceticismo absoluto defende que não é possível conhecer a verdade.
d) O ceticismo absoluto é uma corrente que defende o conhecimento e através dele a verdade.
e) Nenhuma das respostas anteriores.

02) É amplamente conhecido, na história da filosofia, como Descartes coloca em dúvida todo o conhecimento, até encontrar um fundamento inabalável; uma espécie de princípio de reconstituição do conhecimento. Neste processo, Descartes elege uma regra metodológica que o orientará na busca de novas verdades. A regra geral que orientará Descartes na busca de novas verdades é:

a) A possibilidade do mundo externo.
b) A possibilidade de unirmos corpo e alma.
c) A clareza e distinção.
d) A certeza dos juízos matemáticos.
e) A ideia de que corpo e alma são entidades distintas.

03) Leia o seguinte texto de Descartes:
[...] considerei em geral o que é necessário a uma proposição para ser verdadeira e certa, pois, como acabara de encontrar uma proposição que eu sabia sê-lo inteiramente, pensei que devia saber igualmente em que consiste essa certeza. E, tendo percebido que nada há no "penso, logo existo" que me assegure que digo a verdade, exceto que vejo muito claramente que, para pensar, é preciso existir, pensei poder tomar por regra geral que as coisas que concebemos clara e distintamente são todas verdadeiras. (DESCARTES, R. Discurso do método. Tradução de Elza Moreira Marcelina. Brasília: Editora da Universidade de Brasília; São Paulo: Ática, 1989. p. 57). Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento cartesiano, é correto afirmar:

a) Para Descartes, a proposição "penso, logo existo" não pode ser considerada como uma proposição indubitavelmente verdadeira.
b) Embora seja verdadeira, a proposição "penso, logo existo" é uma tautologia inútil no contexto da filosofia cartesiana.
c) Tomando como base a proposição "penso, logo existo", Descartes conclui que o que é necessário para que uma proposição qualquer seja verdadeira é que ela enuncie algo que possa ser concebido clara e distintamente.
d) Descartes é um filósofo cético, uma vez que afirma que não é possível se ter certeza sobre a verdade de qualquer proposição.
e) Tomando como exemplo a proposição "penso, logo existo", Descartes conclui que uma proposição qualquer só pode ser considerada como verdadeira se ela tiver sido provada com base na experiência.

04) (UEL-2005) “E quando considero que duvido, isto é, que sou uma coisa incompleta e dependente, a ideia de um ser completo e independente, ou seja, de Deus, apresenta-se a meu espírito com igual distinção e clareza; e do simples fato de que essa idéia se encontra em mim, ou que sou ou existo, eu que possuo esta idéia, concluo tão evidentemente a existência de Deus e que a minha depende inteiramente dele em todos os momentos da minha vida, que não penso que o espírito humano possa conhecer algo com maior evidência e certeza”. (DESCARTES, René. Meditações. Trad. de Jacó Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 297-298.)

Com base no texto, é correto afirmar:

a)   O espírito possui uma ideia obscura e confusa de Deus, o que impede que esta ideia possa ser conhecida com evidência.
b) A ideia da existência de Deus, como um ser completo e independente, é uma consequência dos limites do espírito humano.
c) O conhecimento que o espírito humano possui de si mesmo é superior ao conhecimento de Deus.
d) A única certeza que o espírito humano é capaz de provar é a existência de si mesmo, enquanto um ser que pensa.
e) A existência de Deus, como uma ideia clara e distinta, é impossível de ser provada.

05) (Fepese – SC– 2012) René Descartes tornou-se famoso pela frase “Cogito, ergo sum” (penso logo existo), pilar fundamental da filosofia:

a) Racionalista. 
b) Fenomenológica. 
c) Teocêntrica. 
d) Empirista. 
e) Liberal.

06) O processo de questionamento sobre tudo o que René Descartes pensava até então ser verdadeiro pode ser chamado de:

a) Plano cartesiano. 
b) Teoria das ideias. 
c) Dúvida metódica. 
d) Exercício hiperbólico
e) Nenhuma das alternativas acima

07) É a postulação de que o ato de sonhar providencia evidência preliminar de que os sentidos através dos quais confiamos para distinguir realidade de ilusão não devem ser plenamente confiáveis, e como tal, qualquer estado que dependa dos sentidos devem ser, no mínimo, cuidadosamente examinados e testados com rigor para determinar se algo é de fato real. A este argumento de Descartes, damos o nome de argumento do:

a) Erro dos sentidos. 
b) Gênio maligno. 
c) Deus enganador. 
d) Sonho. 
e) Duvidar

08) Descartes desenvolve o argumento que supõe a existência de uma divindade que tudo pode e por quem foi tudo foi criado. Esse deus poderia nos enganar, fazendo-nos acreditar em uma realidade diferente da verdade. A este argumento damos o nome de:

a) Argumento do erro dos sentidos
b) Argumento do gênio maligno
c) Argumento do deus enganador
d) Argumento da racionalidade
e) Argumento da dúvida empírica

09) Ideias provenientes da nossa imaginação, uma combinação de imagens fornecidas pelos sentidos e retidas na memória cuja combinação nos permite representar (imaginar) coisas que nunca vimos:

a) Adventícias. 
b) Fictícias. 
c) Inatas. 
d) Falsas. 
e) Duvidosas.

10) As ideias que nos chegam através dos sentidos e da experiência, Descartes denomina:


a) Fictícias. 
b) Inatas.
c) Adventícias. 
d) Verdadeiras.
 e) Falsas.

Popular Posts