
Sonhos
por Tiago Eurico de Lacerda
Quem poderá dizer que nunca sonhou
Ou que algum dia não esperou
Um milagre, uma surpresa e apreendeu
Na fraqueza, delicadezas?
Me disseram que a vida é cruel
Mas o que seria a crueldade,
Senão, a falsa sensibilidade
Que querem impor ao réu?
Não sei se vi, nem se ouvi
Será que não sei? Não sei.
Querem tapar meus sentidos
E tirar-me...
E a liberdade, onde está?
Onde? Você a viu passar?
Diga-lhe que estou bem
Que estou bem? Sei...
O problema é que me olvido
De sempre especular os sonhos
Talvez seja a alteridade que me barre
Ou não. Mas devaneio.
